Visão Colaborativa na Cadeia de Abastecimento

Filed Under (Geral) by JG Vantine on 10-12-2009

Tagged Under : , , ,

A Logistica deu um salto espetacular após a década de 80, motivada pelo aquecimento do comercio varejista no Brasil e também pela reestruturação organizacional, promovida por empresas de todos os seguimentos, dando espaço ao profissional de logística. De lá para cá muita coisa mudou, chegaram os softwares e as consultorias especializadas, porém os desafios não se extinguiram, apenas mudaram e se tornaram cada vez mais complexos. Qual a maneira correta de se fazer a previsão de demanda de minha empresa? Qual o nível de estoque ideal para atender esta demanda? Como fazer para que meu fornecedor cumpra o Lead Time do pedido? Como maximizar meus canais de distribuição e diminuir o custo? Como aumentar o nível de serviço?

Podemos responder as questões acima com três palavras Supply Chain Management (Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento). Ter uma visão integrada de toda a cadeia deixou de ser um diferencial para tornar-se necessidade dentro de uma organização e as empresas que insistem em não adotar esta visão são consideradas obsoletas, com capacidades significantemente menores de “sentir” a demanda, atendê-la e até mesmo de lançar novas tendências.

O Supply Chain preocupa-se com todos os elos necessários à satisfação do cliente, e um desses elos implica a maximização da entrega feita por nossos fornecedores, a fim de atender o velho e bom conceito de Logistica: “Ter o produto certo, na hora certa, na quantidade correta, com o menor custo possível”.

A busca pelo bom relacionamento com os fornecedores deve ser tão intensa quanto à busca pelo atendimento perfeito ao cliente, já que é dele (fornecedor), a origem de todos os recursos necessários à produção ou serviço que se deseja prestar. O cuidado em selecioná-los e mantê-los atualizados sobre nossas expectativas é fundamental.

O ideal é trazer nosso fornecedor para dentro de nossa empresa, fazer com que eles entendam nossas necessidades e a de nossos clientes, promovendo assim uma relação colaborativa ou CPFR (Collaborative Planning Forecasting and Replenishment), em que a troca de informações e know how agregue valores e benefícios para ambas as partes. Hoje em dia os sistemas de informação como o MRP (Materials Resources Planning) fornecem previsões detalhadas das quantidades a serem compradas sobre um horizonte de planejamento que pode ultrapassar cento e oitenta dias. Esta informação é preciosa e almejada por qualquer fornecedor, através deste planejamento ele poderá planejar sua produção para atendê-lo no momento correto e a empresa cliente ficará protegida contra desvios na oferta que em muitas vezes resultam em Rupturas e insatisfação do consumidor final.

Não é fácil adquirir a visão colaborativa e implantar um CPRF que dê resultados, porém a globalização e a alta competitividade em que vivemos, torna quase que obrigatória a busca por novas tendências. Vale ressaltar que não se mensura melhorias sem indicadores de desempenho, principalmente para os que exigem investimento financeiro, como é o caso do CPFR.

André Luis de Azevedo.

O APAGÃO LOGÍSTICO

Filed Under (Geral) by JG Vantine on 24-11-2009

Tagged Under : ,

O problema não foi de geração, foi na distribuição! Represas cheias por chuvas abundantes não foram suficientes para manter a oferta de energia.  No país dos raios é fácil atribuir o apagão ocorrido à ação de fatores da natureza indomável, ou simplesmente, “atos de Deus”, como se costumava dizer.

Jamais teremos certeza das causas deste apagão. Infinitas explicações e hipóteses, sempre com promessa de que a energia é abundante. Onde ela é necessária? Onde certamente será útil? Mais à noite do que durante o dia? Certamente!!! Em qualquer região do Brasil, neste caso, mas em lugares determinados, como motores, lâmpadas, resistências… Nos lares, nas lojas, nas empresas… Industriais, comerciais e prestação de serviços, como hospitais, shoppings, escolas, etc.

Daqui a pouco alguém vai querer dizer que há Logística elétrica!!! Não há! Mas pode haver Apagão Logístico, isto pode! Esta expressão usada inicialmente por Geraldo Vianna, da NTC&L faz sentido, cada dia mais. Hoje temos este apagão para ilustrar – incrível, mas é a treva que esclarece. Ilustrar que é possível dispor de tudo e não alcançar nada. Assim como as represas cheias, turbinas roncando e o país no escuro. Assim poderemos ter os campos estocando produtos processados ou in natura, portos e indústrias esperando os produtos chegarem como se fosse o retorno, a volta da luz, da energia!

Muita produção, na sua respectiva origem, nos campos e armazéns. Muitos caminhões na estrada congestionada e esburacada! Pontes faltando as cabeceiras, traçados faltando pavimento, pistas faltando pinturas, placas, destinos, sim, só com ligação às origens, ou vice-versa.

20091124grafico

Este quadro resume o estado das principais vias, os corredores rodoviários. Se apenas 21% do percurso total está acima de REGULAR, é natural que, de repente para os incautos, possamos ficar sem condições de escoamento de nossa produção. Os produtores produzem, os comerciantes negociam a produção, o povo quer consumir; o governo deixa a infra-estrutura para depois. Quem sabe num ano eleitoral alguma coisa evolua, mesmo com discutível nível de qualidade.

Problemas na distribuição é desabastecimento! PAC sem inauguração é papel, castelo de cartas! Itaipu sem consumo? Desliga! Lavoura sem colheita? Esquece! Esqueçam o PIB crescendo, as exportações vendidas os aeroportos clamando por espaço; observem os congestionamentos, racionamentos, a anti-logística! Eis o apagão logístico e econômico, entendeu?

DISTRIBUIÇÃO É FUNDAMENTAL PARA A LOGÍSTICA, PARA ENERGIA, PARA VOCÊ! PELO CUSTO ADEQUADO!!!

CBMarra
Vantine Solutions

Rei Luiz Lula I: O ILUSIONISTA

Filed Under (Geral) by JG Vantine on 15-11-2009

Tagged Under : , , ,

Já em outras edições tratei segundo minha interpretação, da controvertida e obsessiva personalidade do Presidente do nosso País, aquele que:

- “Nunca antes neste Pais …”
- “Não vi, não sei ….”
- “Não votei no Sarney, não é problema meu …”

De uma oratória brilhante e de fácil entendimento, modernizou as velhas práticas das ditaduras, dos impérios e dos reinados, agradando poderosos e praticando o assistencialismo mal intencionado, aos pobres e carentes.

Do Mensalão ao Zelaya o nosso Presidente sente-se ungido pelo seu próprio poder interferindo de forma Napoleônica nos poderes Legislativo e Judiciário do nosso Pais, e agora interferindo na política interna de Honduras. Enquanto isso continuamos com nossa infra-estrutura precária, tendo o PAC (PACote EmPACotado) como maior símbolo do ILUSIONISMO NACIONAL. Nada de crescimento e todas as fichas no bla… bla bla…. para emPlACar a perenização do poder. VAMOS PAGAR CARO POR ESSES FATOS.

O PAC na área da Logística deveria ter um total de R$130 bilhões até o final de 2010, sendo que até o momento menos de 15% foi investido e de um total de cerca de 40 Projetos nesta área, quase metade teve cronograma prorrogado e apenas 15% já foram concluídas.

Segundo declarações do DNIT – Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, à época do lançamento do PAC, em janeiro-2007, não havia nenhum projeto executivo, e em minha opinião, havia sim “O PROJETO DO EXECUTIVO DE LANÇAR A DILMA COMO SUCESSORA DO REI LUIZ LULA I”.

E para concluir pergunto: O QUE O GOVERNO FEZ COM O PNLT – PLANO NACIONAL DE LOGÍSTICA E TRANSPORTES?

JG Vantine
VANTINE SOLUTIONS